Quando o tema é a quantidade de pessoas conectadas à internet, o Brasil ocupa o quinto lugar no ranking mundial. Ao fim de 2012 eram 80 milhões de usuários, a maioria 72%, na faixa entre 25 e 54 anos. Desse total, 37 milhões de pessoas acessam a internet pelo celular e 17 milhões com acesso à banda larga. Desde que se disseminou mundo afora, a internet influencia todos os aspectos da vida: da comunicação interpessoal aos relacionamentos e, naturalmente, a maneira de fazer qualquer negócio, a compra de um livro, de roupas, de carros e de seguros. Um estudo global divulgado pela consultoria Capgemini aponta que 95% dos consumidores brasileiros buscam informações na internet antes de comprar de um carro. Fazem o mesmo que 94% dos consumidores de países como China, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, entre outros, que afirmam fazer uma pesquisa na web antes da compra. Com seguros não é diferente. Segundo o Google Brasil cerca de 72,3% das pessoas que possuem seguros de automóveis têm internet e 69,4% das pessoas que possuem seguro de saúde, também. E mais: 44% das pessoas fazem pesquisa on-line antes de contratar um seguro.

Os inegáveis benefícios e inovações que a internet trouxe foram acompanhados de riscos como fraudes e de oportunidades para pessoas mal-intencionadas, em qualquer segmento, e o mercado de seguros, de novo, não é exceção. A internet é uma das ferramentas encontradas pelos corretores de seguros e seguradoras para aumentar a velocidade nas suas operações e ampliar seu campo de atuação, ganhando de competitividade. Segundo Anderson Luis Gimenez, CEO da Cotando Seguro.com, comprar um seguro não é como comprar uma TV ou outros produtos de massa pela internet. São tantas cláusulas em um contrato de seguro e tantas variáveis que quase não existe um seguro igual ao outro. Seguro não é um produto padronizado. “Lógico que as corretoras de seguro precisam ter presença na internet, mas a venda de seguros exclusivamente on-line, sem a orientação de um profissional especializando está trazendo uma série de dissabores tanto para os consumidores, quando para as corretoras sérias do mercado. Corretoras 100% on-line vendem produtos na vitrine e dão margem para contratar errado.” Quando o tema é seguros a especialização é fundamental, quem compra errado corre o risco de ter um produto abaixo de suas necessidades e, em médio prazo, uma relação custo/benefício ruim. O mesmo acontece ao comprar seguros em instituições não especializadas como bancos, redes de varejo, supermercados, agências de viagens, cooperativas, associações profissionais ou de classe e uma série de outras empresas que também “comercializam” seguros.

Cuidados ao comprar seguro

Para evitar dissabores no futuro a compra de seguros exige diversos cuidados. A maioria da população não é especialista em seguros e contratar pode ser complicado. O maior problema, segundo Gimenez, é contratar errado priorizando o menor preço e não as reais necessidades de uso e mentir sobre o perfil também para reduzir o prêmio. Anderson conta que é comum ser procurado por clientes, pessoas que têm perfil de maior risco dizendo, por exemplo, que vão fazer o seguro em nome mãe. On-line isso é muito fácil, o cliente preenche o formulário em nome da mãe, com a idade dela, afirmando que a principal motorista. Ou afirma morar em outra cidade cujos seguros são mais baratos do que em São Paulo, ou ainda, diz que só usa o carro para lazer quando na verdade o uso é misto comercial/lazer e, de fato, contrata um seguro mais barato e acha que fez um bom negócio. Os dissabores começam quando ocorre um sinistro e a seguradora descobre que as informações eram enganosas. Aliás, ao analisar o sinistro, quando as seguradoras constatam que a origem daquela apólice é on-line, luzes de alerta já ascendem. “No caso de informações falsas ou enganosas, legalmente, as seguradoras não precisam pagar a indenização e elas verificam antes de pagar o prêmio. Em todas as apólices há o alerta de que a idoneidade das informações são de responsabilidade do contratante.”, explica Anderson. “No portal CotandoSeguro.com 100% dos interessados que preenchem um formulário, recebem um contato de um corretor de seguros, que irá checar as informações prestadas no formulário e procurar, entre as diversas seguradoras do mercado, o melhor custo/benefício para cada necessidade.

O corretor explica, ensina a analisar e a entender o que é cada uma das coberturas. Aconselha por exemplo quem tem casa em duas cidades ou faz uso do carro tanto para trabalho como para lazer a contratar o seguro com o maior agravante para não ter problema no futuro. “Têm clientes de todos os perfis e produtos para todos os perfis.”

Disseminação perigosa

Além da disseminação das vendas de seguro on-line, empresas não especializadas também comercializam seguros e o consumidor deve ficar atento. A Superintendência de Seguros Privados- Susep (www.susep.gov.br), autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda, responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguros alerta para a ilegalidade que cooperativas e associações cometem ao oferecer proteção automotiva. A entidade recomenda que os donos de carros leiam com atenção o contrato e consultem, no endereço (http://www.susep.gov.br/menuatendimento), o nome da seguradora para saber se ela está autorizada a prestar esse tipo de serviço. Desde 2008, mais de 30 associações foram multadas por atuação irregular.

Os principais atrativos dessas “empresas” são os preços baixos muito abaixo do mercado. O consumidor esquece (ou faz questão de esquecer) que “não existe almoço grátis” e como este negócio jurídico é completamente ilícito, quando precisar este consumidor não tem a quem recorrer. São empresas que abrem com a mesma velocidade com que fecham, pois, seus proprietários não conseguem pagar as indenizações e os “consumidores associados” ficam com o prejuízo até por que a própria Susep e outros órgãos fiscalizadores demoraram a atuar contra estas empresas.

Além de consultar um consultor de seguros, tirar todas as dúvidas com ele, pesquisar em corretoras, verificar na Susep se a seguradora tem autorização para funcionar como tal, checar as reclamações contra a empresa, ler com atenção a apólice, entender as coberturas, Anderson Gimenez recomenda verificar o histórico da empresa no mercado e sua solidez financeira. “Seguro não é só uma questão de preço e a internet é uma aliada para a busca de informações que levem a contratação correta do seguro com empresas idôneas.”

Anderson Luis Gimenez
Fundador e Administrador da empresa CotandoSeguro.com, Anderson Gimenez conta com mais de 25 anos de experiência no ramo de seguros onde hoje atende o Brasil todo dando consultoria em seguros para pessoas físicas e jurídicas.

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