Cinto de segurança no banco de trás, 15 depois a lei ainda não pegou

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    A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança em todos os assentos dos veículos está no Código de Trânsito Brasileiro. A lei “pegou” para os cintos dianteiros, mas no banco de trás ainda há que ache não precisa.

    Cinto de segurança

    É lei há mais de 14 anos. A obrigatoriedade do uso do cinto de segurança em todos os assentos dos veículos está no Código de Trânsito Brasileiro. A lei “pegou” para os cintos dianteiros, mas no banco de trás ainda há que ache não precisa. Embora a lei preveja a obrigatoriedade em todos os assentos, só há fiscalização e multa nos bancos dianteiro. Para se ter uma ideia, em São Paulo, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e a Polícia Militar admitem não ter ações específicas para coibir o desrespeito a lei de não usar os cintos de segurança no banco traseiro.

    Uma pesquisa recente, realizada pelo instituto de pesquisa GFK mostrou que a mudança de atitude causada pela lei que tornou o uso do cinto de segurança obrigatório, mudou os hábitos e conscientizou a população da importância do cinto de segurança, tanto que perguntados se continuariam a usar caso a lei fosse revogada, apenas 3% afirmaram que parariam de usar o equipamento.

    Usar cinto de segurança nos bancos traseiros é tão importante quando nos dianteiros. Segundo informações do Cesvi Brasil, quando há uma colisão as desacelerações são muito bruscas, e qualquer pessoa (ou objeto) solta no veículo pode atingir um peso elevado quando arremessado. As montadoras e centros de pesquisa espalhados pelo mundo fazem estudos de impacto de veículos com testes que vão de 2 km/h, para testes de para-choque, até 64 km/h, para testes que visam à segurança dos ocupantes. Nesses testes mais severos, ocorridos a 64 km/h sobre uma barreira deformável – que tem a função de simular outro veículo –, as desacelerações de um carro podem multiplicar a massa de qualquer objeto por até 40. Em um veículo há 15 km/h um homem com peso de 75 kg, com a desaceleração no momento do impacto passa a pesar 600 kg. Na mesma situação um notebook de 2 kg pesa no momento do impacto 16 kg. Com uma velocidade de 64 km/h o mesmo home de 75 kg pesa no momento do impacto 3.000 kg e um notebook 80 kg.

    Essas pessoas, além de se ferirem gravemente, podem machucar os ocupantes que estão nos assentos dianteiros – mesmo que os da frente estejam usando o cinto de segurança. Isso porque, quando a pessoa é arremessada para frente na hora da batida, os bancos dianteiros são empurrados também, pressionando o ocupante sobre o cinto de segurança, causando ferimentos graves ou até a morte.

    Cinto de segurança no banco de trás, 15 depois a lei ainda não pegou

    Os riscos podem ser minimizados com ações simples para o transporte de objetos e pessoas nos bancos traseiros, entre eles, nunca permitir que um passageiro sentado no banco de trás fique sem cinto de segurança. Evite deixar objetos soltos sobre o banco traseiro, procure acomodá-los no assoalho ou porta-malas. As crianças só podem andar de carro em assentos próprios para elas, de acordo com seu tamanho e, por fim, Objetos pesados devem ser transportados no porta-malas e nunca devem ultrapassar em altura os bancos.

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    Anderson Luis Gimenez

    Fundador e Administrador da empresa CotandoSeguro.com, Anderson Gimenez conta com mais de 25 anos de experiência no ramo de seguros onde hoje atende o Brasil todo dando consultoria em seguros para pessoas físicas e jurídicas.

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